Piledriver Waltz



A automutilação da alma. O analgésico ideal não fabricado.
As borboletas no estômago. Os sopros de calma. 
O vento gelado que corta. O abraço forte que esquenta e esconde.
A falta de forças. A estamina.

Para todo momento de sombra, uma luz que acende. São todas partidas e contrapartidas, ataques e contra-ataques, subidas e baques, vitórias e empates.
 
Cada mínima parte e subdivisão do corpo e do ser, átomos, moléculas, poeira, tudo ferve.
Ansiedade pelo amanhã que não se alcança. Colisão frontal com os ponteiros do relógio, que lentamente se movem e diminuem o ritmo da caminhada à medida que o pensamento apressa o passo.
Poucas horas de sono bem dormido. A falta de atenção. Reunião de ideias e táticas inaplicáveis. Tempestade de areia no deserto que a noite se torna.

Para cada descida há uma sinfonia da destruição, é o som que se ouve por outros meios, que arrepia e estremesse, que congela e bloqueia reações. Uma chave da lamentação.
Aquele momento e memória, tão bem guardados que se tornam inacessíveis.
Falta de sentido naquilo que se diz. Código indecifrável dos cofres da mente.

Calor e o frio caminhando lado a lado, as vezes é preciso buscar o equilíbrio. Depois de uma longa caminhada sempre haverá um lugarzinho para repousar, pode ser simples, mas é confortável, é aquilo que falta muitas vezes no dia a dia, a calma e a brisa que refresca, a busca pela estabilidade.



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