Príncipe da subserviência. Vassalo do ego.

Fui caçado por convenções sociais, amarrado a bases sufocantes giratórias e, com o globo ressecado pela exposição a luzes azuis artificiais, me consumi de dentro para fora. 

Escalei filas de espera e me agarrei ao processo de triagem, onde reescrevi cadeias de caracteres químicos interpretados pela central em desbalanço e analisei dados randômicos prescritos na forma de receitas ininteligíveis. 

Então observei com cautela a ascensão de pensamentos em meia-luz ao passo que contava os estalidos da interação entre martelos e bigornas. 

Me escondi dos diplomados quando sorri para enfermos e desconhecidos. Me disseram que isso não é jeito de lidar com dor. "Quem dera o autoquestionamento pudesse apagar os caminhos do entardecer e quem dera o autocontrole pudesse frear as largas passadas da alvorada", respondi prontamente. 

Não há fala que me transporte ao passado de escolhas fáceis e não há sabedoria que me teleporte ao futuro das respostas calmas. As matemáticas do inconsciente não escolhem palavras doces, são temperadas pelo fulgor das conquistas de curto prazo. Erro após erro aguardo o fim do borbulhar irracional das emoções subumanas. 

Príncipe da subserviência. Vassalo do ego.















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