Não procure sentido nesse texto.
As primeiras imagens, palavras e símbolos que me vem aos olhos da mente quando tento não pensar em algo, são justamente aquelas que já estou tentando não pensar.
Normalmente, uma enormidade de signos de uma simbologia a qual não sei me expressar, a qual ninguém saberá se expressar. Uma que possui uma cor não viva, um brilho dentro do exorbitante fosco em que a alma tem se tornado, um sorriso da mais larga escala, ou então um aceno do mais simpático idoso de todos os idosos simpáticos que já conheci.
Uma sensação boa, um azul que te puxa e te faz querer estar presente, mais do que nunca, naquela mansão de arquitetura gótica e mobília rústica. Uma luxuosa casa que tem bons gostos, que possui um bom faro, que não procura um habitante para si baseada no supérfluo desnecessário, mas sim no belo, dentro do padrão que adotou como lei.
Uma intransigência admirável, numa maneira de agir que tem fugido dos padrões desde sempre, mas que no fundo só procura um fiel empregado, dos bons, daqueles que no inverno irá acender a lareira e sentar em torno, para esquentar os pés enquanto lê um bom livro, com a xícara de café na mão esquerda, tomando leves goles, pois, está quente, quente como o buraco abaixo do ombro esquerdo.
Ai está o ponto onde a música começa, onde o som da guitarra se faz como única benção que já quis ter, pelo menos até àquele ponto. Uma melancolia jamais vista, sugando cada gota da tua vontade de viver a vida agitada que diariamente te é imposta.
Não tem me atrapalhado o fato de as rédeas terem sido tiradas do meu controle, visto que não quis em trecho algum da estrada fazer com que o cavalo mais depressa andasse. Quis apenas seguir, levar a carruagem até seu destino, torcendo para que uma bela companheira, velha ou nova, dentro do meu jeito de levar a vida, fizesse-se presente.
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