Road Roller Of Mischance

Na incapacidade de sintetizar esta pancada de pensamentos e ideias que me surgem a cada curto espaço de tempo, se manifesta minha incapacidade de empurrar minhas próprias costas para caminhar do ponto da insatisfação até o ponto de pura realização pessoal. 

É  à medida que percebo que esse meu vício pelo silêncio é o mesmo que me tira o gosto das boas coisas da vida, que momentaneamente caio na lona nocauteado pela realidade, pela realidade que acabo criando dentro de mim, como se de frente ao espelho, um indicador me tocasse o peito e dissesse: "não se mova a menos que tudo esteja perdido"

Sensação não das tão boas, como se esse meu alter ego soubesse exatamente quais seriam os passos certos, os pontos impactantes para que tudo ocorra dentro do esperado, porém, sua capacidade se restringe a isso, sem poder tocar ou movimentar uma engrenagem sequer.


Por vezes, o aborrecimento se torna tamanho, que o peso é sentido por aqueles em torno, aqueles mesmos que compartilham dos bons momentos, mas, que pelo fato do "sentir-me tolo", deixo escapar, através dos poros, um sentimento de culpa que toma proporções que, com toda certeza, não deveriam. Infantilidade, de certa forma, porém, reflexo involuntário de uma tarde ruim. 

Não há explicação para todo segundo de desânimo nem nunca haverá.

Porém, é possível agradecer pela iluminação que a escuridão da madrugada lhe causa, com a consciência de que o sol nasce todos os dias, e está sempre aí para concertar as pequenas dobrinhas que na estrada ficaram, como um mini rolo compressor da sorte, disposto a esmagar lembranças negativas e fazer com que a sombra se espalhe e se dissolva, extasiando por um curto período e engatilhando para uma próxima oportunidade.

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